Saúde Redes | Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Sobre o Projeto
A iniciativa, proposta pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) e executada pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) no âmbito do PROADI-SUS, visa fortalecer a regionalização e gestão da atenção à saúde em municípios de pequeno porte. Focado na organização e governança das redes de atenção à saúde (RAS), o projeto busca articular os diferentes níveis de cuidado, promovendo a continuidade assistencial, equidade e eficiência.
Estruturado em três eixos, o projeto oferece apoio técnico, educação permanente e disseminação de aprendizados para desenvolver estratégias que integrem o cuidado e a gestão das RAS. Sua execução ocorrerá ao longo do triênio 2024-2026 em 12 regiões de saúde, com foco em municípios de até 40.000 habitantes.
Por meio de oficinas presenciais e metodologias reflexivas, gestores e profissionais das redes locais participarão de um processo formativo que abordará temas de integração e coordenação dos serviços de saúde, criando uma rede sustentável para o planejamento regional e o fortalecimento da governança. Até o fim de 2026, o Saúde Redes será implementado em mais 12 regiões dos Estados do MT, MS, BA, PE, PI, RN, SE, AC, AP, PA, RJ e SP.
Descritores de saúde
Vigência
2024 - 2026
Tipo
Prioritário
Valor
R$ 19.883.964,00
Objetivos geral e específicos
Elaborar projeto de interferência para qualificação da linha de cuidado priorizada na perspectiva regional, apoiando sua implementação e seu monitoramento, em regiões de saúde formadas preferencialmente por municípios de pequeno porte.
Objetivos específicos: 1) Qualificar gestores e trabalhadores da saúde dos municípios e região para a organização da rede de atenção; 2) Apoiar o GT regional na implementação do projeto de interferência; 3) Produzir e disseminar conhecimento a partir das experiências das regiões participantes do projeto.
Método
A metodologia é baseada em três eixos principais: Gestão, Educação e Produção do Conhecimento. O Eixo de Gestão foca na elaboração de um "Projeto de Interferência", destinado a qualificar a gestão das redes de atenção à saúde em pequenos municípios. Para tal, são aplicadas cinco etapas: leitura do contexto regional, identificação de projetos locais, seleção de sinergias e formulação de estratégias de qualificação e monitoramento. Esse processo inclui a integração dos serviços regionais, respeitando as necessidades e as dinâmicas dos territórios. No Eixo de Educação, a metodologia abrange ciclos formativos para gestores e profissionais de saúde dos municípios participantes. São organizadas oficinas de imersão e períodos de dispersão, onde os participantes realizam diagnósticos e desenvolvem propostas práticas para fortalecer a gestão e a organização da rede. Este eixo inclui duas fases principais: o Ciclo Conhecer, com enfoque em modelos e conceitos de atenção à saúde; e o Ciclo Priorizar, onde os gestores focam nas prioridades identificadas para alinhá-las aos planejamentos regionais. Por fim, o Eixo Produção do Conhecimento objetiva a sistematização e disseminação das experiências acumuladas, resultando em publicações e seminários. Este eixo permite que as práticas e os conhecimentos obtidos nas regiões sejam documentados e compartilhados, proporcionando o aprendizado coletivo. O projeto também conta com um sistema de monitoramento e avaliação, tendendo a identificação de mudanças e a geração de dados sobre a eficácia das estratégias implementadas em cada região. A metodologia do projeto é flexível e adaptável às particularidades de cada região, priorizando a participação ativa dos gestores e profissionais locais. Através de oficinas, diagnósticos e planos de ação, o projeto empenha-se a identificar as necessidades específicas de cada região e desenvolver estratégias para melhorar a organização e a coordenação dos serviços de saúde. O conteúdo do Plano de Trabalho e o valor total referem-se à primeira versão do projeto aprovada no ato do extrato disponível em tela do Diário Oficial da União (DOU), admitindo-se atualizações posteriores.